sábado, 1 de julho de 2017

MilaResendes: Minha Boneca Emília e as Marias

Minha bonequinha que deve tá ali pelos 30 anos! 

Quando eu era pequena, a minha irmã mais velha, Marcia, ganhou da madrinha dela e nossa tia, Carmem, essa bonequinha Emília. Puxa, me lembro como se fosse hoje, eu fiquei muito triste...

O tempo passou e lá no fundinho da minha mente, me via pensando: _Será que a Marcia ainda tem a Emília? e sinceramente, nunca perguntava. Pois bem, a minha irmã se mudou faz uns 3 anos e depois da sua mudança me vi perguntando a ela se ainda tinha a boneca, ela, já com a filha meio que crescida (11 anos) me disse que ia ver, pois na mudança, dera algumas das bonecas que a Laura não queria mais...

E eu, de dedinhos cruzados, esperando que ela ao menos ainda tivesse a boneca! Confesso que sou um tanto quanto emotiva, tenho a minha primeira boneca que a minha madrinha Nadir deu pra mim, se chama Cris, e eu a guardo no meu guarda-roupa...

E nisso se passaram meses e o assunto caiu no esquecimento, aí, ano passado, um dia qualquer, a minha irmã vem até a loja e me entrega um pacote de presente... SIM! Vocês pensaram certinho, era essa preciosa boneca dentro do pacote!!! NOSSA!!! Pra mim, foi meio como que tivesse 5/6 anos novamente e estivesse ganhando ela, a minha Emília, a Emília do meu nome...

Ela fica conosco aqui na loja, mas acho que vou levá-la pra casa, pra ficar junto a outras amiguinhas.

Li um artigo incrível da história das Bonecas Emílias que foram produzidas pela Estrela de 1977 a 1986, no blogue da Ana Caldatto e deixo o link para vocês: aqui.

O Eduardo tem três netos meninos, o Luiz Eduardo (do jogo de xadrez), o Davi e o Samuel. Agora, comemoramos a chegada da Maria Clara que será a princesa no meio de tanto menino! Ela nasceu dia 29 de junho, as 18:00. Que tenha muita saúde e muito amor...mais uma Maria na família...

Lembrei-me do poema que fiz para a mãe do Eduardo, Dona Maria: 


Maria, Maria…


 17/09/2008


É difícil quando tentamos por em palavras emoções que carregamos conosco.


Principalmente quando são emoções que nem ao menos entendemos muito o porquê.


Mas pensei muito antes de editar essas palavras: respeito, gratidão, sabedoria, alegria.


Maria esse é meu nome e também é o nome de uma pessoa muito especial


que partiu desse mundo onde ainda habitamos.


Lembrei-me da música cantada por Milton Nascimento e achei ela de uma simplicidade ímpar


"é preciso ter força, é preciso ter raça é preciso ter gana sempre…"


A Maria que já não a temos aos nossos olhos,


aos nossos ouvidos e aos nossos abraços e beijos era assim,


força, raça e com muita gana de viver.


E nessa procura por viver, ela ensinou-me muito


sobre respeito: nunca me senti discriminada ou rejeitada em minhas escolhas;


gratidão: sinto-me abençoada por ter tido a oportunidade de conviver com ela


pelo tempo que assim nos foi permitido e muito me alegro e agradeço por todas as suas "lições-mudas",


ou seja, aprendi muito somente observando-a;


sabedoria: penso que o maior ensinamento está justamente em ser capaz de ensinar


sem que o outro se sinta aluno, exalar sabedoria por cada ruga


ou franco silêncio com que nos acolhe diante de uma dúvida que temos;


alegria: só posso me sentir muito alegre por não ter nada para remoer quanto a sua partida,


acredito que ela me deu tudo o que queria e eu também ofertei a ela tudo o que de melhor eu poderia lhe dar…


Enfim, pequeninos pedaços de histórias que se cruzam por determinado tempo


e que deixam muitas lembranças, doces lembranças.


"Maria, Maria é um dom…"


Saudades carinhosas compartilho com todos que têm uma lembrança assim para levar consigo.


"Um dia desses, eu separo um tempinho


e ponho em dia todos os choros que não tenho tido tempo de chorar."


É isso, vidas que vão, vidas que chegam...

Boas leituras!

MilaResendes

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