quarta-feira, 7 de junho de 2017

MilaResendes: A mágica do desapego...



"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo e esquecer os caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia; e se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."

(Fernando Teixeira de Andrade)

Oi pessoal! 

Eis que estou aqui, e espero que vocês também... lendo. rsrsrs

Venho pensando em compartilhar com vocês sobre uma experiência muito poderosa em minha vida que foi o D E S A P E G O. 

Pois é, fiquei aqui, puxando pela memória pra lembrar como esse lance começou e sinceramente, cheguei lá na nossa infância, onde meus pais sempre estavam engajados em algum tipo de campanha pra arrecadar roupas, alimentos, móveis... brinquedos! *____*

Afora que somos em três, e, portanto precisávamos usar as roupas umas das outras de acordo com o tamanho.

Bem, mas depois, você cresce e começa a dar uma de quanto mais melhor e quando vê, tem literalmente um monte everest de coisas ( badulaques, cadernos infantis, livros, roupas, calçados, móveis, etc... ) que na realidade pouco usa, e se esforça pra fazer caber no seu espaço de vida.

Existem inúmeros livros, manuais, blogues que nos ensinam técnicas para desapegar... já li algumas e são realmente legais, mas o que posso dizer é como funcionou para mim: tá ocupando espaço? não uso? ainda tá bom? desapeguei! 

Sempre tive isso em mim, eu junto, junto, junto... aí um belo dia, eu olhava pra aquele monte de coisa e simplesmente jogava tudo num saco e pedia pra minha mãe doar. E retornava pro círculo vicioso de comprar, comprar, comprar... até precisar desovar tudo de novo.

Dessa vez, sinto que a mudança foi bem mais radical, pois como vocês sabem fiquei somente estudando no período de 2009 a 2012; depois, desde 2013 estamos aqui na loja, mas investimento quando é novo, o dinheiro é canalizado basicamente só pro negócio, então, meio que inconscientemente comecei a desapegar e não repor; mas mesmo assim, ainda tenho muita coisa pra reduzir, 

O próprio LEIA Gravataí, nosso projeto de libertação de livros foi algo que comecei a aprender a fazer através das atividades propostas pela querida Luma Rosa, do blog Luma Rosa, Yes Party! através dos BookCrossing Blogueiro, onde "precisávamos" doar um livro de forma livre e espontânea para uma pessoa específica ou para um anônimo... depois que participei da primeira, acompanhei as demais edições e foi ali, que comecei a ver que abrir mão de algo não doía tanto assim...

E é assim, aprendendo um pouco a cada dia que crescemos como ser humanos mais conscientes e econômicos num mundo que está tão descartável e atulhado de coisas que não servem pra quase nada.

Pra mim, funciona assim, abro o guarda-roupa e olho pras minhas roupas, bolsas, sapatos e penso a quanto tempo não uso, será que ainda vou usar, e taco na sacola do desapego! Livros também, paro na frente da estante e penso na estória, se não dá aquele "friozinho na barriga" jogo na sacola do desapego...

O que gostaria de salientar é que no caso dos livros, nunca li tanto na minha vida, como depois de ter feito o primeiro gesto de "abrir mão de alguns dos meus livros"! Pois é, sempre entram doações e leio tudo o que consigo; ai fico pensando: "se não tivesse dado aquele pontapé inicial, esse retorno não estaria acontecendo..." e agradeço; agradeço pela minha iniciativa e agradeço pela minha visão, bem mais apurada de hoje em dia. Consigo me controlar nos impulsos de compras (pois não tenho dinheiro mesmo!) e daquilo ainda que tenho, ou que poderia vir a ter, consigo enxergar que esses itens não me trariam felicidade; pois a felicidade está dentro de mim...

Sério, parece meio piegas, mas é totalmente verdadeiro, ser feliz pode ser chupar uma bala de caramelo, desenhar um unicórnio, escrever uma carta, fazer uma colagem com revistas, ler um bom livro, comer banana com queijo, sorver um bom chimarrão com alecrim e anis... entre tantas outras coisas que me causam bem-estar.

Ah! e não esqueçamos dos nossos amiguinhos Menina e Ponta Branca que são uns mascotes muito queridos! 


Enquanto escrevo, como um bolo-pudim de aipim ma-ra-vi-lho-so que euzinha fiz! 
Quer a receita? Tá aqui:
500 gramas de aipim (eu fiz com o cru, mas pode ser cozido)
4 ovos inteiros
1 xícara de leite
1 xícara e meia de açúcar
1 colher de sopa de margarina
3 colheres de sopa de farinha de trigo
Bate tudo no liquidificador e por último acrescenta:
1 colher de sopa de fermento para bolo

Forno pré-aquecido a 190º, cozinha por volta de 60 minutos, a partir desse tempo quando morenar a seu gosto.
Obs: NÃO faça como eu, desenforme de morno a frio. 
Obs1: Gosta de côco? Pode acrescentar côco ralado na forma untada com margarina, pode substituit 500ml. de leite por leite de côco e poderá ainda, colocar por sobre o bolo-pudim uma calda feita com meia lata de leite condensado, uma caixinha de creme de leite e polvilhar côco ralado por cima... fica mara!!! 



Até breve, 

MilaResendes

Um comentário:

  1. Oi, Mila!!
    O desapego dos livros tem a ver com pensar no próximo e a tentativa de suprir a carência social que temos. De uma forma geral, o exercício do desapego chega a um ponto que sentimos até desapego ao dinheiro e bens materiais, no sentido de ter o suficiente e não acumular coisas. Sim, o dinheiro é sempre bem-vindo, mas quando sabemos fazer bom uso dele!
    Fico imensamente grata pelo Bookcrossing Blogueiro ter contribuído para mudar seu pensamento e incentivado o Leia Gravataí. Uma plantinha que germinou e que está crescendo!! Obrigada!!
    Hum... tô levando a receita do bolo!
    Beijus,

    ResponderExcluir